Páginas

segunda-feira, abril 18, 2016

Nesta terça-feira, 19/04/16, às 19 hoas, no Centro Basileu França, em Goiânia.


Literatura Goyaz 2015



A inciativa é do poeta Adalberto de Queiroz (ele é também jornalista, empresário e ativista cultural, em todas essas atividades, põe muito de si, num ímpeto de paixão e perfeccionismo – ou seja, é um tenaz realizador)! Da ideia, partiu para a ação. Em pouco tempo ele reuniu o poetariado próximo, sob seu crivo severo – o homem é muito exigente, mas quando se trata de poesia, o nível de exigência sobe mais.

O lado interessante é que à medida que o meu amigo Beto juntava poetas, o fato ficava mais conhecido. A mídia –boca-a-boca (nunca entendi bem... devia ser boca-a-ouvidos) cumpriu seu desiderato e o grupo confirmou presença, oferecendo seus rascunhos, ou rabiscos, ou alfarrábios, ou gavetas – metáforas para “textos originais”, ainda que já tivessem perdido a originalidade, se levarmos em conta o vício genérico de os escritores reescreverem tudo a cada nova leitura.

Entre o final de novembro e meados de dezembro, os primeiros impressos desapareceram, tamanha foi a procura pelos próprios autores, o que inviabilizou uma festa de lançamento. O jeito foi providenciar outra impressão. E o Beto, novamente perfeccionista, exigiu releituras sobre a primeira tiragem, ao que alguns autores responderam com informes específicos, solicitando alterações em face de prováveis erros de revisão ou de impressão e ainda alguns retoques (ainda!).

Enfim, pronto! O livro saiu de novo, com a mesma capa, os mesmos poemas e contos, as mesmas minibiografias dos autores – tudo sob o rigor de cada autor. Assim, o passo seguinte foi escolher o local, marcar data e horário e, obviamente, informar a cada um para que a festa de autógrafos múltiplos acontecesse.

E acontecerá, sob as graças de Deus, a partir das 19 horas do dia 19 deste abril, a próxima terça-feira, no Centro Cultural Basileu França (ah, gosto do nome inteiro – Basileu Toledo França!). O ponto certo é a sala ao lado do Teatro, e o endereço é Avenida Universitária, acima da Praça (nas proximidades do SESC e da Saneago).


Como entrei nessa história? Bem, primeiro o Adalberto de Queiroz chamou-me para integrar o time de poetas e prosadores que tomaram assento nessa nave. Depois, pediu-me que o auxiliasse, revisando todos os originais apresentados. E novamente mobilizou-me para uma releitura – agora, do livro impresso. Minhas anotações, em boa parte, coincidiram com as indicações dos autores. Desculpei-me devidamente com o nosso organizador, meus olhos andam já cansados – precocemente, pois! Tenho apenas 70 anos, uai! – E devo admitir que a capacidade de concentração também se esvai, aos poucos.

Tentei, nos dois momentos, fazer a minha parte, isto é, cumprir com a missão que me atribuiu o velho amigo. Volto hoje ao tema – afinal, na época em que o livro ficou pronto, falei sobre ele. Portanto, a história de hoje é apenas uma atualização, ou as andanças pelo capricho e a auto exigência do poeta Beto.
E arrematando, porque história boa não deve ser alongada, estou escolhendo a camisa para fazer bonito nessa festa. Ando com saudade de autografar, e dar autógrafos em grupo é algo inebriante! Fiquem, pois, com a capa da Literatura Goyaz 2015 – a antologia do Beto, mas que digo nossa no conceito de mero co-autor, muito feliz por enfileirar-me entre tantos bons poetas e contistas!


*****

Luiz de Aquino é jornalista e escritor, membro da Academia Goiana de Letras


2 comentários:

Mara Narciso disse...

Pode estar cansado, desconcentrado e com vista ruim, mas sua apresentação dos fatos foi doce e atraente. A poesia não me desperta tanto quanto a prosa, mas sei das suas habilidades de poeta, então é comprar o livro e viajar com gosto.

Adalberto Queiroz disse...

E lá se foi um ano...
Obrigado, sempre, Luiz de Aquino.
Sou-lhe grato, como deixei registrado em "Destino palavra" (2016).
Abraço fraterno,
Bto