Páginas

domingo, junho 10, 2018

Notas inusitadas






Notas inusitadas



A primeira veio de longe e já chegou traduzida: Funcionária de um lar de idosos, ninfomaníaca, é acusada de abusar sexualmente de moradores de ambos os sexos. A mulher é Giselle Horney, de 49 anos. A história se passa em Oklahoma, na América (Estados Unidos). Consta que ela abusou de homens e mulheres com idade entre 72 e 103 anos. Parkview Nursing Center

A acusação detalha que ela dava Viagra a muitos idosos que lá viviam e os forçava a fazerem sexo com ela. Elise Wood, gerente do lar, conta que começou a desconfiar quando os funcionários narravam que muitos dos velhinhos mostravam-se em “estado perpétuo de ereção”. As câmaras de vigilância confirmaram as suspeitas.

Segundo os funcionários, Giselle Horney não só dava Viagra aos internos, como fazia sexo com mais de 24 homens por dia. Alguns dos “abusados” declararam-se satisfeitos com a prática, pois houve um acordo consensual, mas outros reclamaram não ter gostado dos “brinquedos sexuais” e das “brincadeiras anais”. Um desses homens abusados por Giselle contou:“Ela foi a melhor coisa que me aconteceu desde a morte de minha mulher, há 35 anos, mas admito que ficar 16 horas por dia com uma ereção era um pouco aborrecido”.

Giselle Horney está detida e pode ser condenada a até 10 anos de prisão.

O amigo que me enviou essa notícia forneceu o site: http://tafeio.com.pt/funcionaria-um-lar-ninfomaniaca-acusada-dar-viagra-aos-idosos-os-forcar-sexo/ . E manifestou-se: “Descobri onde quero passar a velhice”.

A outra novidade partiu de um amigo meu, quarentão e solteiro, ou seja, um sujeito invejado por muitos dos de sua idade que, há anos, optaram por viver a vida a dois e multiplicar-se. Sem exageros, meu amigo é um homem feliz, mas, como é natural no ser humano, a felicidade pode doer. Então, ele se inquieta, em alguns momentos, pergunta-se se é essa uma boa escolha.

Os mais próximos são seus interlocutores quase confidentes. Ele diz que “é hora de encontrar uma companheira com quem compartilhar a vida”. Um dos amigos decidiu apresentar-lhe uma jovem culta e bela, moradora em plagas distantes (não vou mudar a palavra, não... quem não souber que procure no Aurélio – “plaga”. E, cuidado, não é “praga”). A tecnologia ajudou – Facebook, Instagram, WhatsApp etc. – e logo, logo os dois “trocavam figurinhas” na esteira da contemporaneidade das correspondências instantâneas.

Por razão que desconheço, algo impediu a vinda da moça a Goiânia para o esperado – e muito divulgado – encontro inicial. E o meu amigo, proseando com uma das amigas mais próximas, em tom de muita sobriedade, definiu o impasse:
– Não deu, ela não pôde vir e a coisa esfriou. E você deve saber, as pessoas são como os cachorros: para saber se se gostam, têm que cheirar o fiofó. 

(Claro... a amiga explodiu numa gargalhada, surpreendida com tal conceito, emitido em tom de grave circunstância).


******

Luiz de Aquino é jornalista e escritor, membro da Academia Goiana de Letras.

Um comentário:

Adelia Maria Batista disse...

Concordo no caso do fiofó. E concordo em algum grau que idosos em casas de repouso deveriam fazer mais sexo (lógico que consensual).