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terça-feira, janeiro 12, 2010

O blog da Maria Luiza de Carvalho

Minha amiga Maria Luiza de Carvalho, poetisa e psicóloga, fã incondicional da escultora francesa Camille Claudel, está de blog novo. E pediu-me para escrever uma apresentação.
Bem, como dizia Anatole Ramos, quem pede um prefácio ou orelha para o livro, pensa enriquecer seu trabalho com o texto do convidado. Mas é este quem ganha uma carona solene na obra. Assim, eis que entro, ainda que convidado, feito um penetra solene no blog da Malu Carvalho.


Ah, para registrar também aqui o que lá escrevi, copiei... Mas o que interessa mesmo, gente, é conhecer o blog da Malu. (L.deA.)



Palavra: ideia, desenho e som


Ainda não percebi, no universo das invenções e das descobertas humanas, nenhum objeto ou ideia mais forte, mais importante ou mais representativa do que a palavra.

Imagino... Os sons que o corpo emite devia incomodar e (ou) intrigar, despertar mesmo, o homem dos primórdios, aquele homo pré-sapiens. O nosso ancestral dos primórdios devia divertir-se ao constatar que, mexendo a musculatura do que se pode chamar aparelho fonador, os sons emitidos pela saída superior podiam modificar-se de modo a ser dominados.

Com o tempo, os sons e tons começaram a significar coisas e, principalmente, os outros “sapiens” compreendiam o que pretendia o emissor.

Sim: descobriu-se, também, que um era o emissor e os demais, receptores, isso que a mídia eletrônica chamou de ouvintes.

Depois de alguns milênios de encantamento com as palavras sonoras, o homem inventou o desenho. Ou seja: primeiro, ele sonorizou as ideias; depois, fez imagens dos sons. E, por fim, transformou os desenhos em sinais (letras) e, ainda mais por fim, os desenhos e garatujas em sons outra vez.

Estava inventada a escrita e, com ela, a leitura.

Já ando a quase meio da sétima década vivida. Se viver outras três, ou melhor, seja lá quando eu morrer, sei que morrerei sob o encantamento dessa invenção ou descoberta do bicho sapiens: a palavra, a oração, o texto, o poema e o romance, nos seus três reinos: o das ideias, o da escrita e o da sonoridade.

E é sob esse alumbramento que apresento ao leitor cibernético a doçura dos textos e dos sentimentos de Maria Luiza de Carvalho, poetisa e psicóloga (e minha amiga!).


Luiz de Aquino, goiano e
escritor
(membro da Academia Goiana de Letras).




4 comentários:

Maria Luiza de Carvalho disse...

Bom dia poeta!
Passei a noite pensando na forma de te agradecer.
A emoção era tão forte que minhas mãos não davam conta de escrever as palavras.
Hoje de forma mais tranqüila. Decido te agradecer com uma oração.
Acredito que seja o jeito mais sublime que encontrei para expressar meus sentimentos neste momento.

“Senhor ao iniciar esta jornada, peço a tua proteção. Volta teus olhos para o caminho que ora vou trilhar.
Estende a tua proteção sobre meus passos.
Ilumina a minha estrada, pois sempre que estas comigo, sou forte e capaz de suportar as lições que me destinas.
Orienta as decisões que deverei tomar.
Acompanha-me e certifica-me das minhas melhores opções”.
“Faz com que a minha jornada e a de meus amigos, familiares, alunos e pacientes, tenham sucesso”.
Dirige “a tua luz divina para esta filha que ora com fervor e é motivada pelo teu amor, que assim seja para sempre”..
Muito obrigada do fundo do meu coração.
Afetivamente,

Malu

Marli disse...

Gostaria de comentar sobre a "Palavra, desenho e som". Lembro-me quando adolescente um professor me disse: as nossas palavras são como poesias a agradadar nossos ouvidos. Dizia ele também, que se falassemos só o necessario seriamos quase como surdos e mudos. Portanto, o homem ao falar fazia poesia. Eu, uma garota, fiquei encantada com essa idéia nova. Esse texto da Maria Luiza me fez lembrar o poder que temos, que quando bem usado, nos torna todos grandes poetas. Parabéns! Marli.

Marli disse...

Gostaria de comentar sobre a "Palavra, desenho e som". Lembro-me quando adolescente um professor me disse: as nossas palavras são como poesias a agradadar nossos ouvidos. Dizia ele também, que se falassemos só o necessario seriamos quase como surdos e mudos. Portanto, o homem ao falar fazia poesia. Eu, uma garota, fiquei encantada com essa idéia nova. Esse texto da Maria Luiza me fez lembrar o poder que temos, que quando bem usado, nos torna todos grandes poetas. Parabéns! Marli

Valdecy Alves disse...

Visite o meu blog: www.valdecyalves.blogspot.com e leia poesia vencedora de concurso homenageando o Estado do Ceará, Brasil. intitulada: CANTO AO CEARÁ. Coletânea lançada em 21 de janeiro de 2010. A partir do meu blog pode acessar páginas de outras poesias de minha autoria e vários documentários postados em minha conta no youtube. Grato!