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terça-feira, abril 29, 2008

Do meu novo livro, "Poemas de amor e Terra"

Um cheiro de mar, talvez

.


Um azul de céu,
a brisa de mar,
a brisa de terra e nuvens, véu.







O samba, o choro, Água Santa;
bossa-nova. Crioulo que passa
e canta.








Barulho de bonde (Tristeza?)
na Francisco Murtinho,
Santa Tereza.














Um grito "Olha o rapa"!

E eu com saudade
da Lapa...


Uma mulata que passa
gingando alegria
de música e graça.

.









-


A vida sugere poema,
uma cena de cinema

em Ipanema.

.






Há mágica de olhar e de som
e uma noite de chope,
Leblon.

.






O Amarelinho desperta saudades,
sugere mais chope

em fins de tardes








e o dia já se desfez.
Algo me enfeitiça e entontece:
o cheiro do mar, talvez.

9 comentários:

Soraya Vieira disse...

Bravo!
Cariocamente, Bravo!

Obrigada por este olhar carinhoso por minha Cidade Maravilhosa.

Cantos, recantos, paisagens de cinema, sim! O Rio é um lavar de olhos constante. Porque problemas? Isso todas as cidades têm.

Para se enxergar o Rio, há que se usar os olhos do coração.

Saudações Carioquíssimas!

Soraya Vieira

Eliane Alcântara. disse...

Luiz, boa noite.
Que delícia em véspera de feriado.
Amei o poema e me delíciei com as
fotos ilustrativas.
Sabe o que entontece? A maresia dos
seus versos. Ficaram impregnados.
Demais, Poeta. Beijo!
Tenha um merecido feriado.

Zezé Aquino Ferreira disse...

Olá Luiz,

Adorei esse poema...bate uma saudade do mar, conversas no boteco da orla, do cheiro da maresia...gostoso ler seu poema! Traz saudades e boas lembranças. Um grande beijo! Sucesso!

Cristina disse...

Lindíssimo poema que acaricia a alma carioca! amei! Tenho apenas uma observação... o nome da rua que os bondinhos passam é Joaquim Murtinho, nela passei a minha infância. No mais, só me resta parabenizar o amigo poeta Luiz!
Um beijo da Cristina, uma corujinha, eterna fã dos seus escritos!

Luiz de Aquino disse...

Cristina,

Muito obrigado, Querida!

Correção efetuada!

Mara Narciso disse...

Uma bela homenagem ao Rio de Janeiro, atualmente tão recebedor de xingamentos. As suas mazelas têm ensombrecido suas glórias e belezas. Esse poema resgata parte delas.

Achei que o grito "olha o rapa" quebrou o ritmo dos versos.

Mara Narciso

REGINA disse...

Meu caro amigo poeta!

Como carioca da gema viajei na saudade de boas lembranças.
Nada pode apagar o brilho que minha cidade MARAVILHOSA possui.
É liiinda! E Inspiração para poetas de grande sensibilidade como você.
Parabéns! pelo poema, pelas fotos e por me ajudar a reviver bons momentos da vida. Beijos.

Marluzis disse...

Fiz um passeio de mãos dadas com o seu poema pelo nosso Rio de Janeiro. Fui levada pelas imagens, não as colocadas por você, mas as da sua pesia.
Um olhar de fora, e tão belo, vale muito pra nós, tão castigados pelo que se propaga por aqui.
Meu carinho.

Anônimo disse...

Caro Luiz,

Tenho a grata satisfação de dizer-lhe que a alma poética e a arte de poetar, são coisas que poucos conseguem unir... Todavia, quero deixar aqui sincera admiração de novo amigo e o reconhecimento de uma brasilidade sem igual, exposta neste maravilhoso poema que só você expor... completo e melodiosamente bem cifrado...

Santino Silva, Cuiabá (MT)