Livros e pessoas
Livro: conjunto de folhas de papel de igual
tamanho, geralmente usadas nas duas faces, enfeixadas em uma das margens e protegidas por um papel de maior
gramatura, isto é, mais grosso. Em geral, o conteúdo contém um mesmo tema em
ideia contínua (tese), ou uma história real ou não (documentário ou romance).
Pode trazer histórias variadas (contos ou crônicas), poemas, doutrinação
religiosa, informes didáticos, conselhos fúteis, códigos de normas e de leis –
enfim, não há limites de temas. Visualmente, o livro é um objeto de tamanho e
peso suficientes para que seja portátil. Há quem o diga um alimento do
espírito, um apanhado de ensinamentos, um amigo inseparável etc. – enfim,
definições e conceitos para livro também são ilimitáveis.
O livro só tem um limite: o mínimo de 50 páginas
– menos que isso, é um libelo ou opúsculo.
Gosto de livros. Sempre os li, muitos, de
quaisquer aspectos, conteúdos e qualidades. Há aqueles que nunca lemos – apenas
os consultamos: os dicionários e alguns livros técnicos. Há os que lemos por
partes e sem continuidade, tal como fazíamos com os discos em vinil – naquele
tempo os chamávamos de elepês, mas escrevíamos apenas LP; como hoje fazemos com os cedês, que costumamos escrever CD.
É raro o dia em que não entra um novo livro em casa. Tem sido assim há
muitos anos... Um dia, lá por 1972, fui roubado. Tinha eu, então, cerca de 400
volumes, e foram-se todos! O larápio vendeu-os, quase todos, num sebo. Foi
Anatole Ramos quem me contou ter comprado alguns livros que continham meu nome
manuscrito em algumas páginas.
Esta semana, meu amigo Giuglio Settimi Cysneiros presenteou-me com um
exemplar de Coletânea Dramaturgos Goianos, editado pelo SESC, em trabalho
gráfico de muito boa qualidade. Um registro e tanto!
Dias antes, recebi de minha querida prima Teresinha Pinheiro Lacerda, num
pacote muito bem embalado, quatro preciosidades: Antologia Poética de Augusto
Frederico Schmidt – seleção por Waldir Ribeiro do Val, edição de 1962; As Mais
Belas Poesias Brasileiras de Amor – seleção e prefácio de Frederico dos Reys
Coutinho, de 1946; Luz Mediterrânea, de Raul de Leoni, editado pela Civilização
Brasileira, em 1940.
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Dá vontade de reproduzir alguns poemas de cada livro, mas... quais? Ah!
Dentre de um desses livros, uma capa, lacerada do volume – A Paixão de Abelardo
e Heloísa (Livraria Progresso Editora). Indo ao Rio, devolverei à Teresinha
essa capa para recompor o livro mutilado pelo tempo e pelo uso.

Mestre Geraldo Faria, ou melhor, Geraldo Alemão! Preciso revisitá-lo,
levar-lhe novos livrinhos meus.
Mas, desta vez, hei de lhe cobrar comentários.
Meu abraço de aluno e de leitor feliz e agradecido!
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Reencontro feliz: minha visita ao Mestre. |
***
3 comentários:
Poeta Luiz de Aquino,
Estou lendo seu texto ,e foi justamente qdo estou vendo no canal da TV Cultura, um documentário sobre Leon Tolstoi.Não pude deixar de comparar entre o escritor russo e vc ,o grande sonho de um mundo melhor e o amor pelas pessoas e pelos livros.Estou emocionada com seu texto..é lindo!!!!Seu amor pelos livros,deixa assim provado; quem ama a leitura,ama melhor as pessoas!!!Parabéns poeta!
já disse varias vezes e vou sempre repetir...Nunca é tarde pra aprender a gostar da leitura, eu aprendi, com Luiz de Aquino, um dos maiores escritores goianos, e dentre os 100 melhores do Brasil...em sua coluna do Diário da Manhã, hoje, uma pequena mostra do quanto ele se importa e ama os livros e pessoas...Livros e Pessoas...
Poeta luiz de Aquino, descobrir o seu blog por acaso e estou adorendo o que o senhor escreve.Percebo então que é um mestre poético, tenho muito o que aprender com o senhor.
Deixo aqui o site do meu blog para que o mestre quando puder de uma olhada e fique a vontade para me dar conselhos...bjs
http://www.cantinho-da-imaginacao.blogspot.com/
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