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terça-feira, dezembro 08, 2009

Vide! /

Republico, a seguir, meu poema Vide!, com versão castelhana (créditos no final).

Luiz de Aquino



Vide!


Uvas densas, tenras,
sumo rico
a buscar solo fértil.

Cheiro da terra
úmida, agridoce,
fonte de vinho e mel.

Galhos de videira: mãos.
Caule: falo ávido de chão
promessa de flor e fruto.

Primavera! Momento nosso
de parir em versos
o gozo das vides.



¡Vid!


Uvas densas tiernas

zumo rico

buscando el suelo fértil.

Olor de la tierra

húmeda, agridulce,

fuente de vino y miel.

Gallos de viñedos: Manos.

Tallo: Falo ávido de suelo.

promesa de flor y fruto.

¡Primavera! Momento nuestro

de parir en versos

el gozo de las vides.


Autor: Luiz de Aquino
Tradução: Profa. Lindalva Maria Costa, com revisão de
César Rubén Reyna (poeta argentino).

(Do livro De amor e pele, a sair brevemente pela coleção Verso e Prosa, da Secretaría Municipal de Cultura de Goiânia).

12 comentários:

Posgrado disse...

Muy bien, Lindalva.
Un abrazo.
Prof. José Luis Sánchez

Márcia disse...

Lindo!!
Já sentia falta de seus poemas
Beijos
Márcia

Mara Narciso disse...

Muito forte, e embora mostre o mundo vegetal em ação( linda metáfora), este toma contornos do reino animal, que é o que somos de fato. O impulso do sexo pode até existir na flora, mas quem faz o serviço são os animais. Ficou um mix de sedução e emoção. Belo! E em duas línguas.

Wanda disse...

Ficou muito bonito, musical, gostoso de se ler em português, castelhano. Quem sabe em italiano também?
Lindo dia, poeta!
Beijos!

José Carlos Barbosa disse...

Luiz, li e só posso dizer o seguinte a respeito do seu poema VIDE: L I N D O.
Parabens e abracos deste seu amigo de sempre, Jcarlos

Liene disse...

Luiz,

Nessa outra versão confere um sabor de paixão aos teus versos! Tão bom quanto a original.

Delícia de ler!

Um grande abraço

luciene disse...

Magnifique, bello, beautiful, güzel, 美しい, smuk,
simplesmente belo em qualquer idioma.

PRIMAVERA...
Gosto das suas crônicas, mas amo seus poemas.
Fazer guerra é muito fácil, difícil é fazer poesia...

Parabéns, pelo bom uso deste teu dom divino, de nos fazer sonhar através das palavras.

Beijo e cheiro
Luciene Silva

Anônimo disse...

VIDE!Simplesmente, belo!
O mel dá a doçura e a leveza.
O vinho o eterno fluir; o desejo de libertação dos impulsos.
Você querido poeta, realiza esta somatória de forma divina e emocionante.
Abraços.Maria Luiza

Alda do Crítica disse...

Mel, amor e primavera, coisas que rimam bem juntas. Pois é meu amigo, e tua amiga aqui volta para o Brasil e diz adeus a Goiás. Fazer o que, se São Paulo ganhou meu coração?

Grande abraço
Alda Inaco

Lindalva Maria Costa disse...

Luiz:

Obrigada, por tudo. Você realmente tem sido maravilhoso comigo. Agradeço por ter permitido o comentário do Dr. José Luiz Sanches no seu blog. Isso me emocionou muito. O Dr. Sanchez é o coordenador do curso de tradução da Universidade Gama Filho (na área do espanhol e também do inglês) ele é espanhol e vive no Rio de Janeiro há alguns anos.
Todos os professores do curso de tradução e colegas da escola Interativa estão felizes em saber que traduzi um poema seu, pois, sabem o quanto é difícil traduzir poemas. Expliquei a eles que se não fosse sua ajuda, e do Cesar, eu não teria conseguido, pois realmente é muito difícil.
Ah, a professora Beatriz Caldas disse que já ouviu falar maravilhas sobre o seu trabalho. Ela também vive no Rio de janeiro e é professora de Lingüística Aplicada ao Ensino de Tradução. E, o professor Carlos Nougué de língua portuguesa, disse que te conhece do Colégio D. Pedro. Ele, também estudou lá. Agradeço de verdade, pela oportunidade que está me dando.

Um abraço
Lindalva

Anônimo disse...

Vivemos em um mundo onde as pessoas não valorizam mais as relações afetivas, onde a humanização não tem mais o seu lugar e a história de vida, que constitui a subjetividade de cada de nós, não é levada em conta. As pessoas deixaram de perceber as coisas mais simples da vida e de dar importância ao que realmente é essencial. “Em vão me tento explicar, os muros são surdos. / Sob a pele das palavras há cifras e códigos. / O sol consola os doentes e não os renova. / As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.” Mas, continuando com Drummond, “uma flor nasceu na rua!” E esta flor, caro poeta, são suas palavras, idéias e sonhos em ação, que furam “o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio”.
Assim, acredito que estamos juntos nesta luta por melhores dias de vida em que as pessoas possam ser vistas de forma mais humana e digna. Precisamos devolver ao mundo tudo aquilo que tivermos possibilidade de assimilar. É necessário romper o muro de egoísmo que muitas vezes nos afasta do outro. Daí a importância de uma educação social transformadora que tenha a poesia como sua aliada, pois a revolução interna do ser humano não pode ser realizada de forma áspera, mas sim com a beleza, a leveza, o movimento, a arte, o amor... Enfim, com a vida presente em nossas ações cotidianas.
Você, como ninguém, sabe que é essa aliança com a poesia que venho buscando no meu trabalho e na minha vida.
Parabéns por manter sempre abertos seus olhos e coração de poeta para todas as coisas do mundo, que podem ser graves, adversas, injustas ou simplesmente belas...
Precisamos muito de atitudes inspiradoras como a sua...

Carlos disse...

Cara Lindalva,

Belíssima tradução.

Meus parabéns.

Forte abraço.

Carlos Nougué